domingo, 2 de fevereiro de 2020

Apenas 3 em cada 10 mulheres da região Sudeste afirmam já ter utilizado Inteligência Artificial ao menos uma vez


Pesquisa revela que 80% da população de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo usa os recursos de IA no dia a dia
Pelo terceiro ano consecutivo, a Lambda3 – empresa referência em tecnologia e negócios digitais – realizou um estudo sobre a percepção do brasileiro em relação ao uso de Inteligência Artificial (IA). Segmentada por regiões, sexo e faixa etária, a pesquisa revela como a população vem se relacionando com os avanços tecnológicos, bem como se as pessoas já adotaram esses recursos no dia a dia.
De acordo com o levantamento, na região Sudeste apenas 30% do público feminino afirmou já ter utilizado recursos de Inteligência Artificial ao menos uma vez. A maior parte dessas mulheres (51%) são Millennials, também conhecidos como geração Y (nascidos de 1980 até 1995).
“Acreditamos que este número de mulheres que utiliza IA em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo pode ser muito maior e bem equilibrado com os homens [70% declarou já usar]. Os dados apurados nos mostraram uma contradição, que pode ser justificada pela falta de conhecimento das pessoas sobre as infinitas funções da Inteligência Artificial”, destaca Diego Nogare, Chief Data Officer da Lambda3. Segundo a pesquisa, 28% da população feminina afirmou que nunca utilizou esta tecnologia, mas declarou fazer uso de aplicativos como Google Maps, Uber, Cabify, Waze, Facebook, Instagram, entre outros. Esses apps de transporte, por exemplo, utilizam IA para fazer todos os cálculos que buscam o motorista mais próximo e oferecem a melhor rota no trânsito. Já nas redes sociais citadas, a análise que identifica automaticamente as pessoas em determinada foto, ou o uso de filtros para alteração/animação das selfies e vídeos só são possíveis devido aos recursos de reconhecimento facial, ou seja, Inteligência Artificial.
“As pessoas ainda não deram conta que a Inteligência Artificial está nas diversas funções disponíveis em seus smartphones e outros gadgets, que facilitam sua rotina. Tanto é, que quando questionadas sobre a primeira lembrança ao mencionar IA, a maior parte das respostas está ligada a Robôs e 6% da população ainda faz relação com ficção científica”, completa Nogare.
A pesquisa também apontou que a região Sudeste é a segunda que mais utiliza Inteligência Artificial no Brasil, atrás apenas do Sul e seguida por Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Vale ressaltar que uma das maiores concentrações de parques tecnológicos em operação ou implantação em todo o país estão aqui. Em São Paulo, cidades como São Carlos, Santos e Ribeirão Preto, são reconhecidas na área, mas os maiores destaques ficam para Campinas e São José dos Campos, além de Belo Horizonte (MG), com o San Pedro Valley, e Santa Rita do Sapucaí (MG), com o Vale da Eletrônica. A capital paulista também é sede de inúmeras empresas do ramo tecnológico e palco de seus principais eventos.
Além da própria área de tecnologia, o estudo mostrou que na região os setores financeiro, de informação e comunicação, eletrônico, saúde e varejista, nesta respectiva ordem, são os que têm maior potencial de crescimento. As cinco empresas mais lembradas do segmento foram Google, IBM, Microsoft, Amazon e Facebook.

Seleção de textos: Lázara Paes Leme
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Câncer de colo do útero: 90% dos casos da doença estão relacionados à incidência de HPV entre mulheres




Vacinação contra o vírus sexualmente transmissível é medida preventiva essencial no combate à doença; Diagnóstico precoce pode evitar em 80% dos casos os riscos de metástases e outras complicações decorrentes deste tipo de tumor

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de colo do útero atinge mais
 de 16 mil mulheres no Brasil por ano, o que já faz dele o terceiro tipo de câncer mais
 prevalente entre a população feminina. A doença é silenciosa e, por isso, em cerca de 35% dos 
casos acaba levando à morte. A preocupação acerca dos crescentes índices da doença
 aumenta quando analisado o principal causador da condição: o contágio pelo chamado 
papilomavírus humano -- conhecido como HPV.

Mais comum tipo de infecção sexualmente transmissível em todo o mundo, o vírus HPV atinge 
de forma massiva as mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, 75% das brasileiras sexualmente
 ativas entrarão em contato com o HPV ao longo da vida, sendo que o ápice da transmissão do vírus 
se dá na faixa dos 25 anos. Após o contágio, ao menos 5% delas irá desenvolver câncer de colo do
 útero em um prazo de dois a dez anos, uma taxa que preocupa os especialistas.

"A cada ano, mais de 500 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de colo uterino no mundo. 
Cerca de 300 mil óbitos ao ano são atribuídos a essa doença, o que configura um desafio na saúde 
mundial, apesar de se tratar de uma doença prevenível. Aproximadamente 90% dos casos ocorrem
 em países pobres ou emergentes, sobretudo por estratégias de implementação vacinal e
 programas de rastreio populacional inadequados. A mortalidade nesses países é cerca de 18 vezes 
maior que em países desenvolvidos. No Brasil, a taxa de mortalidade ajustada para a população
 mundial de 4,70 óbitos para cada 100 mil mulheres", revela Michelle Samora, oncologista do Grupo
 Oncoclínicas.

Segundo a médica, esse tipo de infecção genital é muito frequente, o que pode ocasionar alterações celulares no corpo da mulher, evoluindo para um tumor maligno. "O processo de oncogênese do HPV consiste em 
algumas etapas principais: infecção pelo HPV de alto risco oncogênico, acesso do vírus ao epitélio
 metaplásico na zona de transformação do colo uterino, persistência da infecção com integração 
 do genoma viral ao DNA da célula hospedeira. 
A partir daí, o vírus passa a expressar suas proteínas relacionadas ao câncer, promovendo a
 imortalização celular. Como conseqüência, a depender da condição de cada indivíduo, 
ocorrerá o aparecimento das lesões precursoras ou mesmo o câncer", explica.

Para a Dra. Michelle, a prevenção é um dos principais aliados no combate ao câncer de colo do útero. "A vacinação contra o HPV representa a melhor forma de prevenção primária. Ela resulta numa resposta imune 10 vezes mais eficiente que a viral e está disponível contra os seguintes subtipos: vacina bivalente contra HPV 16 e 18; vacina
 quadrivalente contra HPV 6,11,16 e 18; e a vacina nonavalente que inclui mais 5 subtipos 
oncogênicos os 31, 33, 45, 52 e 58. 8. Todas as vacinas possuem soroconversão próximas a 
100%. A duração total do proteção ainda é incerta, estima-se em aproximadamente 9 anos; porém,
 estudos matemáticos indicam alta concentração de anticorpos por no mínimo 20 anos".

Em complemento à prevenção primária, a médica destaca os exames periódicos para detecção da
 doença.

"Quando diagnosticado precocemente, é possível que haja uma redução de até 80% de mortalidade por este câncer. Considerando que o tumor de colo do útero é uma doença com sintomas silenciosos, muitas vezes
 as mulheres perdem a chance de descobrir a condição ainda na fase inicial. Sempre aconselho as
 mulheres a realizarem os exames como o Papanicolau periodicamente, para que aumentem as
 chances da doença ser diagnosticada precocemente", explica Dra. Michelle.

Fique atento aos primeiros sinais

O tumor ocorre quando as células que compõem o colo uterino sofrem agressões causadas pelo HPV. Os primeiros sinais aparecem por meio de sangramento vaginal, seguido de corrimento e dor na pelve.
Quando a doença já se encontra em um estágio mais avançado, a mulher pode apresentar um
 quadro de anemia devido à perda de sangue, além de dores nas pernas, nas costas, problemas 
urinários ou intestinais e até perda de peso sem intenção. "Os sangramentos podem ocorrer durante
 a relação sexual, fora do período menstrual e em mulheres que já estão no período da menopausa",
 diz a oncologista.
Quando detectado, os procedimentos para o tratamento do câncer são cirurgia, radioterapia e/ou
 quimioterapia. "A cirurgia pode consistir na retirada do tumor ou na retirada do útero, o que pode
 impossibilitar a mulher de engravidar. Para os estágios mais avançados da doença, são 
 recomendados os tratamentos de radioterapia e quimioterapia", finaliza a Dra. Michelle Samora.

Seleção de textos: Lázara Paes Leme

No Brasil, onde estão as mulheres maduras?


*Por Bete Marin

Se elas não estão em casa, no mercado de trabalho ou representadas na publicidade, onde é que as mulheres maduras estão? Quando comecei a trabalhar com longevidade, cinco anos atrás, o envelhecimento da população era uma onda prestes a chegar, mas ainda invisível para marcas, organizações e para a sociedade em geral. Hoje, com mais de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos – 54 milhões, se considerarmos as 50+, de acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, não há mais como negar: o Brasil está envelhecendo.

As mulheres maduras, por exemplo, já representam 13,7% da população, ultrapassando os 29 milhões de pessoas – o equivalente a quase três vezes a população de Portugal.Mas, nós não estamos envelhecendo como antigamente. Definitivamente, não. Na busca por novos paradigmas do que é envelhecer, as mulheres maduras também têm buscado novos lugares sociais. E, aqueles que ocupamos até hoje, estão sendo ressignificados. Mas, se as mulheres maduras já representam um volume tão grande da população, onde estão, afinal?
Elas não estão na publicidade. Repare no anúncio de xampu, na vitrine das lojas e no e-commerce, ou nas campanhas de redes sociais. As mulheres maduras ainda são invisíveis na publicidade. Em Cannes de 2019, mais de 70% das agências de publicidade afirmaram nunca ter recebido um briefing voltado para o público sênior, apesar de serem responsável por 50% do consumo global. E, para piorar, se um departamento de marketing descobre que a média de idade do seu público mudou, isso é motivo de desespero. Afinal, sua marca está envelhecendo.
Essa miopia do mercado torna invisível o potencial de consumo do mercado maduro. Só no Brasil, a população mais velha gera uma receita de R$ 1,6 trilhão por ano. Mas, enquanto todos os olhares se voltam para os Millennials, as marcas não se dão conta de que o Brasil já tem mais avós do que netos. A distorção é gigante. Noventa e dois por cento das mulheres que entrevistamos no Focus Group 2018 para a pesquisa Beleza Pura não se sentem representadas na publicidade. Isso porque, mesmo quando existem modelos maduras em campanhas femininas, elas estão representadas por velhos estereótipos que ainda as colocam de cabelos em coque e xale. O que é sentido na comunicação, também, está refletido nas prateleiras. Mais de 40% das mulheres maduras reclamam da falta de produtos e serviços para suas necessidades, segundo estudo Tsunami60+. Entre a miopia e a invisibilidade, eu faço essa provocação: quando foi a última vez que você viu uma mulher madura bem representada na mídia?
Elas não estão (na proporção em que poderiam) no mercado de trabalho. As maiores companhias do mundo já começam a conversar sobre o efeito da diversidade no ambiente de trabalho. Porém, nessas conversas, a questão geracional ainda é raramente abordada. Em uma pesquisa realizada, nos Estados Unidos, pela The Riveter, mostra que 43% das mulheres acima de 55 anos afirmam que perderam uma promoção na carreira por conta da idade. Para essas mesmas respondentes, a idade (25%) é um fator que afeta mais sua experiência no trabalho do que o gênero (17%). Ou seja, além do desafio de equidade de gênero – que se reflete na diferença de salário e oportunidades –, elas ainda enfrentam vieses relativos à idade. No Brasil, segundo relatório da Maturijobs, 48% das mulheres relatam já ter sofrido discriminação no trabalho por conta da idade.
Na prática, o preconceito com a idade, conhecido como ageísmo, afeta mais as mulheres do que os homens. No Reino Unido, enquanto as mulheres começam a sentir o preconceito no ambiente de trabalho a partir dos 40 anos, os homens só relatam essa discriminação, na mesma proporção, aos 45 anos. Essa diferença está relacionada ao nosso viés cognitivo de beleza e juventude cobrado das mulheres, somado também à ideia de que as pessoas maduras são menos inovadoras, adaptativas e, portanto, menos qualificadas para os desafios mais atuais do trabalho. O resultado é uma taxa de desemprego mais alta entre as mulheres maduras. Segundo o estudo Gendered Ageism do Catalyst, de 2007 a 2013, a taxa de desemprego das mulheres inglesas com mais de 65 anos subiu, nesse período, de 14% para 50%. Nos Estados Unidos, quase 30% da população acima de 50 anos foi afastada de forma involuntária do trabalho.  E, na empresa onde você trabalha, qual a representatividade das profissionais acima de 50 anos?
Elas não estão em casa.  Procure na cadeira de balanço, na janela ou no sofá. As mulheres maduras não estão mais lá. Com a extensão da vida, o empoderamento feminino e a independência financeira – que marcou a geração 50+ no Brasil –, as mulheres têm buscado realizar seus sonhos, descobrir novos hobbies e se conhecer profundamente com práticas que, até então, nunca experimentaram. Durante a minha jornada nos encontros presenciais e nas interações digitais, conheci várias mulheres maduras que inovaram e se reinventaram durante a maturidade, resgataram sonhos e os transformaram em realidade. Duas delas, as pianistas Ciça Terzini e Cíntia Motta estarão comigo na abertura do evento Beleza Pura 2020. Elas, recentemente, criaram o Projeto DuoemCi e estão harmonizando jazz e piano popular com propósito e trabalho.
As mulheres maduras estão nas aulas de música e dança, no curso de arte, na universidade, nos cruzeiros, na ioga, no Tinder. Elas estão na arena da vida, inovando, aproveitando, como nunca, a liberdade que vem com a idade. Para muitas, especialmente acima dos 70 anos, a partida do marido trouxe a liberdade de descobrirem os próprios gostos, hobbies e vontades – como a Vó Izaura Demari. Ao lado das amigas, dos parentes, se permitem conhecer pessoas novas – e se autoconhecer por uma nova perspectiva. Com tudo isso acontecendo, não dá nem tempo de ficar em casa.
Elas estão abraçando o risco! Se as mulheres maduras não se veem representadas na publicidade, nem nas prateleiras; não têm espaço no mercado de trabalho e não desejam mais envelhecer em casa, existe um caminho natural que muitas estão adotando: empreender. O Brasil já conta com 23 milhões de empreendedoras, sendo 34% do total de 'donos de negócio' do país, segundo o PNAD. Para essas mulheres, empreender pode ser tanto uma resposta a uma oportunidade de mercado ou descoberta pela própria experiência, como uma necessidade de se manter economicamente ativas para dar suporte às outras gerações da família, em um fenômeno conhecido como 'geração sanduíche'. Do total de empreendedoras no Brasil, 46% têm mais de 45 anos. São mulheres como Helena Schargel que, aos 79 anos, desenvolveu uma coleção de roupas íntimas para 60+. Em parceria com a Recco Lingerie – e depois de 40 anos trabalhando no mercado têxtil –, a empreendedora decidiu transformar as passarelas de moda incluindo as mulheres maduras como modelos.
Enxergar as mulheres ocupando novos espaços de poder e transformação na sociedade é uma das minhas maiores motivações realizando o que faço. Tenho me dedicado nos últimos anos a entender o universo do empreendedorismo feminino maduro e enxergar formas de impulsioná-lo. Assim, essa transformação acontece de forma mais rápida, impactando milhões de mulheres que, nesse mesmo momento, estão buscando por uma alternativa para viver da melhor forma possível a maturidade.
Bete Marin | Cofundadora da consultoria de Marketing Hype60+. Idealizadora do Blog colaborativo Amo Minha Idade e do movimento Beleza Pura Mulheres Maduras. Especialista em planejamento estratégico, comunicação integrada, marketing digital e eventos. Graduada em Marketing, pós-graduada em comunicação pela ESPM; em Gerontologia pelo Albert Einstein; e MBA em Marketing pela FGV.


Seleção de texto: Lázara Paes Leme -

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Dia do Batom – Batom Caseiro Vegano




As autoras do Guia Completo da Beleza Feita em Casa (Editora Alaúde), Sunny Subramanian e Chrystle Fiedler, desenvolveram uma receita de batom simples e fácil de fazer em casa o seu próprio cosmético, ainda por cima vegano! Veja receita abaixo

Ingredientes
2 latinhas ou tubos para protetor labial
1 colher (chá) de manteiga de karité (veja o aviso abaixo) ou de manteiga de cacau ralada
1 colher (chá) de azeite de oliva, óleo de jojoba, de amêndoas doces ou de coco
3⁄4 de colher (chá) de cera de candelila
1 colher (chá) de mica em pó rosa ou vermelha
3 a 5 gotas de óleo essencial de hortelã-pimenta


Modo de preparo
1. Numa tigela ou copo medidor refratário de vidro, misture a manteiga de karité, o azeite de oliva e a cera de candelila. Leve ao micro-ondas em potência alta, interrompendo para mexer a cada 10 segundos, até que os ingredientes derretam e fiquem completamente homogêneos. (O tempo total depende da potência do aparelho.)
2. Acrescente a mica em pó e o óleo essencial. Mexa para mesclar bem. Passe imediatamente para os tubinhos. Leve à geladeira por 30 minutos ou até que esfriem e endureçam por completo.
3. Aplique nos lábios quantas vezes quiser.
4. Mantenha em temperatura ambiente por até 6 meses. Atenção: Tem alergia a oleaginosas? Consulte o médico antes de usar manteiga de karité.

Dica
Se quiser, pode aumentar a quantidade de mica rosa ou vermelha até, no máximo, 1 colher (sopa) para obter uma cor mais intensa.

Seleção de texto: Lazinha Paes Leme 


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Fórmula & Cia. lança a sua linha de cosmeteria gourmet com 26 opções



       Uma experiência olfativa, sensorial e lúdica, que une a alta gourmeteria e ativos de frutas e outros alimentos, que resultam em cosméticos com mais qualidade e eficiência. Assim a farmacêutica e Diretora Técnica da Fórmula & Cia, Márcia Piva, resume a linha de Cosmeteria Gourmet, com 26 opções, que a rede de farmácias de manipulação lança, no ano em que comemora 30 anos de atuação.

A linha de Cosmeteria Gourmet da Fórmula & Cia. apresenta  hidratantes, geleias, mousses, manteigas esfoliantes, entre outras opções para o tratamento da pele – facial e corporal. A farmacêutica Márcia Piva cita a calda de melancia para o rosto, que trata e previne os estágios iniciais da acne. Sua composição, explica ela, possui probióticos, que regulam o PH e modulam a inflamação e o microbioma da pele, ativos que diminuem o tamanho dos poros e a secreção sebácea.

Uma opção dentro da linha de tratamento antienvelhecimento é a compota antioxidante de maçã com canela. A Diretora Técnica da Fórmula explica que essa compota possui o Zymo Radical, uma enzima capaz de neutralizar uma quantidade considerável de radicais livres.

Para hidratante de pele sensível, acneica, com melasma ou dermatite atópica, a  linha de Cosmeteria Gourmet sugere o ‘iogurte grego’ com probióticos de aveia coloidal. Para ser aplicado na pele após o banho, ele contém em sua composição, entre outros, ômega 3 (anti-inflamatório) e ômega 9 (cicatrizante), aveia coloidal e skinbiotics, que são probióticos que recuperam a função barreira e o sistema imunológico.

A  Cosmeteria Gourmet da Fórmula  tem opções para tratamento e manutenção  da pele saudável, como  a máscara facial hidratante com chocolate belga, a mousse  hidratante  corporal de chocolate com chantilly e o shake capilar de melancia. Como sugestão de tônico facial, a linha tem o ‘champagne’ com água termal, ácido hialurônico, resveratrol, B complex e oligoelementos.

Perfil – A Fórmula & Cia. Farmácias com Manipulação, de Campinas, comemora 30 anos de atuação no mercado com a marca de 8 mil produtos manipulados por mês, entre medicamentos e cosméticos. O fundador e diretor-superintendente, Marcos Ebert, prevê que em 2019 a empresa tenha um faturamento 20% maior que os R$ 12 milhões no ano anterior. Com sete laboratórios nas suas duas unidades, que produzem cápsulas, soluções orais e fórmulas dermatológicas e cosméticas, a Fórmula conta com 100 colaboradores e oito profissionais farmacêuticos, tendo à frente a diretora Técnica, farmacêutica e também fundadora, Márcia Piva.

Marcos Ebert avalia que os investimentos contínuos realizados pela Fórmula, ao longo dos últimos 30 anos, fizeram com que as pessoas percebessem os princípios da empresa, baseados na competência e idoneidade. “Acreditamos que tanto para a classe médica, como para o público em geral, é importante contar com uma farmácia que faça a personalização com competência e que tenha profissionais farmacêuticos altamente gabaritados”, explica. Ele acrescenta que a qualidade no atendimento, a ampliação das possibilidades oferecidas na manipulação de medicamentos, bem como a internacionalização do segmento, têm contribuído para que a Fórmula amplie a sua atuação no mercado.

Conforme o Panorama Setorial da Anfarmag – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, Marcos Ebert afirma que a Fórmula & Cia. está entre as 5% maiores farmácias de manipulação do País.  A estimativa é que no Brasil tenham 7 mil farmácias de manipulação.

A Diretora Técnica, Márcia Piva, acrescenta que a orientação dos profissionais farmacêuticos aos clientes – a chamada Atenção Farmacêutica é outro fator importante. “Nossa equipe de oito profissionais farmacêuticos está capacitada para essa tarefa, inclusive orientando e tirando possíveis dúvidas dos clientes durante o período de tratamento”, acrescenta.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Vaidade: ter ou não ter. Eis a questão !
Especialista em carreira alerta para as armadilhas da vaidade


 

A vaidade é perigosa. Tem um conceito tão amplo e sedutor quanto o próprio sentimento. A palavra originária do latim significa oco, vazio. No dicionário quer dizer valorização que se atribui a própria aparência ou a intelectualidade, mas pode se encontrar mais de 130 sinônimos correlacionados a vaidade. Na história do cristianismo, a vaidade é o primeiro pecado capital.
Para o professor da FGV e fundador da escola do Pensar da ESIC Internacional, Luciano Salamacha, a vaidade é uma fera que deve ser controlada no ambiente profissional. Em excesso pode cegar, colocar tudo a perder, e na falta dela pode ser a pitada que faltava para a autoestima, sentimento fundamental na disputa de cargos de liderança. Salamacha orienta algumas atitudes que podem fazer com que não se caia na fogueira da vaidade :
1 - Todo profissional deve periodicamente revisar as atividades que desenvolve, pois algumas vezes, alimentamos por vaidade certa rotina de trabalho que passou a ser desnecessária.
2- A vaidade acontece o tempo todo em nossas vidas, por isso, tenha sempre pessoas de sua confiança que possam apontar se deve manter afazeres por necessidade ou  por pura vaidade. Pessoas que possam, inclusive apontar se você está certo sobre certas habilidades que você considera ter.
3 – Não seja refém de pessoas que por maldade vão usar essa característica para provar que você deve ser menos despretensioso, sem ganância, sem ambição, porque na verdade querem te frear na competição.
4- Perceba o que está cultuando na empresa. Estamos num momento em que certos valores estão sendo revistos. Às vezes, valorizamos coisas que não têm a menor finalidade prática.
5 – Perceba o quanto sua vaidade é nociva ou não. Há pessoas autocríticas que se condenam demais, destroem a própria autoestima. Saem de um extremo a outro. Gerencie melhor suas emoções e seu julgamento sobre você.
5 – Troque a vaidade por validade. Na vaidade somos oco, na validade temos força e poder. Estamos plenos.
6- Use a vaidade para avaliar melhor a si mesmo e aos outros e tenha cuidado ao alertar um vaidoso. Talvez ele saiba, mas prefere mostrar que continua na ignorância ou, talvez acredite que seja esse o caminho.
Luciano Salamacha diz que subir na carreira requer antes de mais nada melhorar a nós mesmos, por isso temos que entrar em contato com a realidade e tentar controlá-la. O antídoto da vaidade é a humildade e isso nada tem a ver com nos humilhar, mas em encarar o outro de forma mais igual, muitas vezes aceitando os defeitos e erros, pois somos seres humanos e como tal, absolutamente todos erramos. As pessoas vaidosas dentro de uma empresa são soberbas na hora de ensinar, deixando claro quem estão numa posição acima do outro, mas Salamacha aconselha “ nada é estático principalmente numa companhia,o estagiário que se ensina hoje, pode chegar a chefia amanhã.”
O professor afirma que pessoa vaidosa é pouco estratégica, é frágil porque alguns elogios podem quebrar sua resistência.
Luciano Salamacha avalia que a vaidade é o caminho para a autossatisfação, é como uma droga “ Ilude temporariamente que talvez você seja o que não é, que tem um poder que não existe e nessa ilusão, o vaidoso coloca os pés pelas mãos.“
Salamacha diz que vaidade extrema é um defeito, mas a falta dela também. A falta de vaidade também pode indicar falta de amor próprio. Como amar o que se faz, ou ganhar o respeito do outro quando demonstramos que não amamos a nós mesmos?
O lado positivo da vaidade na medida certa é a autoconfiança e a autoestima que temos ter todos os dias quando saímos para o trabalho. Para Salamacha, não basta apenas uma boa formação curricular, há de se ter nessa era uma boa formação ética e acima de tudo cultivar boas relações.

Luciano Salamacha
Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração de empresas brasileiras e de multinacionais, atuando como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos. É um dos raros professores que fazem parte do “Quadro de Honra de Docentes”, da FGV Management. Também é professor de mestrado e doutorado no Brasil, na Argentina e nos EUA. Salamacha é fundador da Escola do Pensar, coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, uma das mais importantes escolas de negócios da Europa. Luciano Salamacha é autor de livros e artigos científicos publicados no Brasil e no exterior. Foi pioneiro na América Latina em pesquisas sobre neuroestratégia e neurociência aplicada ao mundo empresarial.
Seleção de texto: Lázara Paes Leme

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Salto alto e lesões em corredoras


O uso de salto alto altera inicialmente nosso eixo de equilíbrio, devido ao posicionamento do pé para frente. Esta má posição, juntamente com o desconforto do próprio sapato cujo bico fino aperta os dedos dos pés, provoca uma série de problemas em sequência, que podemos descrever de acordo com a anatomia do tornozelo e pé, de distal para proximal.
Como o pé fica sempre inclinado, a força e a carga recaem sobre a região anterior do pé e dedos (antigamente chamada de artelhos). Isso pode gerar dor pela compressão, calos e até mesmo úlceras nos pés menos sensíveis.
Essa pressão também pode causar maiores deformidades, como dedos em garra, martelo, ou botoeira, que podem se tornar rígidas e bastantes desconfortáveis.
Além disso, pode haver alterações ósseas com lesões na cartilagem e nos ossos, como osteocondroses, necroses ósseas e fratura por stress. O salto bico fino é o responsável por outro problema comum entre mulheres que o adotam com alta frequência: como os dedos são comprimidos e ficam sobrepostos um sobre os outros, cria-se o quadro de hálux valgo, popularmente conhecido como joanete. Também pode haver um desgaste, que conhecemos como halux rígidus, formando saliências ósseas e dor na hora de movimentar a articulação.
Metatarso
Essa é aquela área que na hora do impulso, na marcha ou corrida, recebe a maior carga. O pé fica inclinado, a força recai sobre essa região e depois dali sai o impulso que causa a sobrecarga. Além da dor (metatarsalgia), também podem ocorrer úlceras e diminuição do coxim gorduroso plantar, além da lesão da placa plantar.
Além disso, o aumento da pressão na cabeça do metatarso poderá gerar lesões ósseas, como necroses e artroses; das partes moles (tendinopatias e lesões ligamentares) e o conhecido Neuroma de Morton.
Mediopé e retropé
Essas regiões localizadas no meio e na porção posterior do pé recebem menos carga e ficam encurtadas. Essa inclinação pode gerar um impacto na região posterior, causando dor devido à proximidade do calcâneo, talus e tíbia.
Tornozelo e perna
Como o pé fica constantemente inclinado, essa posição força a panturrilha, predispondo as tendinopatias do Aquiles, encurtamentos, síndrome de haglung, além de câimbras e lesões musculares.
Acredita-se erroneamente que o uso do salto alto fortalece a panturrilha, dando mais firmeza e beleza à batata da perna. Isso na verdade é uma contratura às custas do encurtamento e tensão constantes e não fortalecimento. Este deve ser feito de forma orientada e na musculação ou corrida.
Os problemas não ficam apenas nos pés, eles podem atingir também os joelhos, coluna e até mesmo a circulação. Para qualquer um desses problemas e mais orientações, vale sempre a pena procurar um especialista!
Ana Paula Simões é Professora Instrutora da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Mestre em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte; e da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte.
Seleção de textos: Lazinha Paes Leme